Horários Vício Motor:
domingo 12h30 e 23h30; segunda-feira 11h e sábado 9h.
Na seleção de supercarros, o melhor evento do gênero no Sul do Brasil vai expor, em Lages, um legítimo Dodge Challenger R/T, com vários opcionais do SRT8.
O carro, em prata e preto, foi importado pela RD Motors. Além de curtir de perto e fotografar este lendário V8 com apelo retrô, o visitante terá a chance de negociar o carrão!!!
A reportagem a seguir foi extraída do site da QUATRO RODAS.
Quem vê a volta do nome e do estilo do Dodge Challenger pode até supor que ele foi um sucesso comercial comparável ao do Ford Mustang e do Chevrolet Camaro nos anos 60. Não foi o caso. Lançado em 1970, ele chegou num período em que as restrições das normas de emissões de veículos ficavam cada vez mais rígidas nos Estados Unidos, o preço dos seguros para carros de alta performance disparava e, para piorar, o petróleo sofria uma alta sem precedentes. Suas baixas vendas o tiraram de linha em 1974, deixando um gosto amargo de saudade de um tempo que acabara de passar e não voltaria mais.
É exatamente esse o atrativo do Challenger SRT8 2008: a segunda chance concedida à idéia do pony car (cupês e conversíveis compactos para os padrões americanos dos anos 60, munidos de possantes motores V8). Eram carros que disponibilizavam muito prazer ao volante e que, instantaneamente, cativavam pelo desenho da carroceria. As linhas do novo modelo são bastante fiéis às do original, como se nota pelos faróis duplos na frente reta, pelas largas colunas traseiras e pela linha de cintura desnivelada. Se o capô está um pouco menor, isso não significa que o motor esteja mais tímido.
Trata-se do V8 Hemi de 6,1 litros de 425 cv e 58 mkgf, já conhecido no Chrysler 300C SRT8. Segundo o fabricante, o novo modelo vai de 0 a 96 km/h em pouco mais de 5 segundos. A tração é traseira. Cada Challenger SRT8 terá uma placa numerada de edição limitada. O cupê estará disponível nas cores laranja, prata ou preto. O carro será fabricado no Canadá e seu preço nos Estados Unidos é de 37995 dólares (68057 reais).
Como nem tudo se sustenta nas memórias, a Dodge equipou seu cupê com recursos eletrônicos como sistema de navegação por GPS e computador de bordo. Apresentado como conceito há dois anos e perseguido havia meses como segredo pela imprensa, o novo Challenger pode enfim mostrar a que veio. Assim que o Chevrolet Camaro for lançado, em breve, o Dodge poderá ficar frente a frente com seus antigos adversários - Camaro e Ford Mustang - em suas versões do século 21.
O NOVO DODGE CHALLENGER R/T FAZ PARTE DA SELEÇÃO DE SUPERCARROS DO VÍCIO MOTOR SHOW, DIAS 12 E 13 DE SETEMBRO, EM LAGES. IMPERDÍVEL!!!
Ícone americano, esportivo de 1971 vem com motor 7.2 V8 de 390 cavalos brutos
Texto: Renato Bellote Fotos: Fabio Aro - da revistaautoesporte.globo.com
Eis um raro exemplar do Dodge Challeger que roda e perfeito estado no Brasil, principalmente com acessórios originais de fábrica
Homem e máquina. Talvez uma das combinações mais interessantes que já existiram. Desde a criação do primeiro automóvel essa relação tem transformado meninos em homens e criado histórias nos quatro cantos do mundo. Desafios, apostas e muita paixão foram os ingredientes que fizeram dessa sincronia algo perfeito. O ritual é quase sagrado. A minha mão tremia um pouco naquela manhã. Talvez fosse a emoção de estar frente a frente com um monstro de seu tempo. Silêncio total. Um trechinho de alguma velha canção do Creedence passou pela minha mente com a velocidade de um trovão. Virei a chave. O som intenso dos oito cilindros aguçou meus sentidos. O big block estava acordado, sedento por engolir quilômetros de asfalto e litros de combustível.
Estou falando do Dodge Challenger R/T de 1971. O cartão de visitas, além do ronco, está debaixo do capô. Mas para que o leitor se recupere um pouco, vamos conhecer de perto a máquina que fez história e muita gente suspirar em um período de gasolina barata, sonhos ilimitados e todos os lugares para ir. Vamos mergulhar no passado e entender o motivo que fez os muscle cars se tornarem mitos sobre rodas.
Aerofólio traseiro, quatro saídas de escapamento e pneus largos não são meros enfeites. Esse Dodge acelera forte.
A história toda começou em meados da década de 60. Nessa época o rock and roll mudava de estilo, os cabelos cresciam e Hollywood passava a influenciar a juventude com filmes mais dramáticos e realistas. A Guerra do Vietnã parecia um destino insólito e enterrava todos os sonhos em uma selva densa e cheia de lama. Era preciso algo diferente. A vida se tornara relativamente curta.
Entrada de ar vibra nas aceleraçõesA saga desses bólidos começou no escritório da Pontiac. Os executivos da empresa queriam aumentar as vendas com um carro que fosse rápido, potente, barato e, se possível, ostentasse uma sigla agressiva na carroceria. Simples, não é mesmo? Mas não era bem assim. Por sorte um nome foi lembrado no meio da reunião: John De Lorean.
O engenheiro logo colocou a idéia descrita no parágrafo acima em prática. E criou um segmento de sucesso, tanto que até hoje é lembrado por admiradores de todas as idades. O primeiro GTO, com 348 cavalos brutos e muitas possibilidades de acabamento, saiu da linha de montagem para se tornar um ícone da empresa.
Até o final da década, a concorrência já havia tratado de encher as ruas com dezenas de opções. O público se dividia entre estilo e potência, muita potência. Esse era o denominador comum, juntamente com a força bruta. Todos prontos para queimar o asfalto em longos burnouts ou disputar a atenção das garotas na esquina. Cá entre nós, algumas coisas não mudam nunca. Pois bem. Chegamos a este ponto para apresentar a estrela da matéria. A resposta da Mopar veio em 1970 com o lançamento do Challenger. As revistas especializadas se desmancharam em elogios. O comprador podia escolher entre nada menos do que oito opções de motorização e dezoito cores do catálogo!
O enorme motor V8 7.2 de 390 cavalos brutos sob o capô "shaker", aquele que sacode para segurar tanta força
O estilo chamativo e musculoso da carroceria E-body – apelidada de coke bottle – logo transformou o “desafiador” em um sucesso de vendas. Só no primeiro ano de vida quase 80 mil deles saíram da linha de montagem para a garagem – na maior parte das vezes – de jovens compradores. E custavam muito barato. Resultado: potência, juventude e baixo custo geraram uma combinação explosiva. Voltando aos motores, havia a possibilidade de escolher desde o fraco seis cilindros – de apenas 225 pol³ – até os estratosféricos blocos de sete litros com 426 pol³ (Hemi) e 440 pol³. A diferença de preço era de apenas algumas centenas de dólares. Desse modo sobrava dinheiro para alguns acessórios. E estes formavam outra lista igualmente extensa.
O opcional mais desejado, porém, é o que chama mais atenção no clássico. O modelo das fotos é equipado com um belíssimo V8, de 440 pol³ e o chamativo “shaker hood”. Debaixo dele está o “Six Pack”, que nada mais é do que um pacote de fábrica formado por três carburadores duplos. Sim, você leu certo. A potência é de 390 cv brutos e o shaker treme sobre o capô nas aceleradas mais eufóricas.
O interior de um legítimo "muscle car": simples, mas elegante.
O interior da máquina traz outro diferencial interessantíssimo: a alavanca de câmbio Hurst. Com a caixa de quatro marchas e uma boa reta garanto que era possível despachar uma boa parte dos curiosos – ou corajosos – que emparelhavam com ele no semáforo. O quarto de milha – uma medida que os norte-americanos tomam como referência – era coberto em pouco mais de 13 segundos na época.
Pneus radiais e rodas de liga-leve com desenho clássicoNos anos seguintes, até 1974, o modelo perdeu seu brilho. Mudanças estéticas e a crise do petróleo venceram os beberrões e os condenaram aos museus ou garagens, onde foram esquecidos por muito tempo. Aliás, uma dica para quem gosta de muscle cars em geral é o museu Floyd Garrett, localizado no Tennessee (EUA), que tem atraído milhares de visitantes desde sua inauguração em 1996. O Challenger retornou ao mercado no ano passado e promete reviver a briga com Mustang e Camaro. Felizmente o mundo dá voltas e os modelos clássicos também estão sendo redescobertos e voltando ao centro das atenções. Agora novas gerações de garotos podem conhecer sua fantástica trajetória. E como seus pais e avós, voltar a sonhar.
Espelho retrovisor de formato cônico, largas faixas laterais e entradas de ar: não resta dúvida de que o carro é um legítimo esportivo!
Horários Competição:
sexta-feira 20h; sábado 20h e 1h da madrugada; domingo 23h